NARRATIVAS CONVERGENTES PELA SEGURANÇA PÚBLICA: A relação entre a Imprensa e a Polícia

O Curso Superior de Polícia - CSP/23 recebeu, nesta quarta-feira, três renomados jornalistas para um painel de debates. Pedro Campos, Valmir Salaro e Thais Nunes apresentaram o complexo engendramento na produção de notícias, destacando a vertigionosa velocidade competitiva das mídias sociais e a imprescindível estratégia de sobrevivência da Imprensa convencional, aliando eficácia e eficiência formativa no tempo real do fato, sem comprometer a credibilidade do veículo comunicativo.
Notoriamente, a Geração Z, o Mundo BANI e o cenário de volatilidade e incertezas da contemporaneidade impelem um elevado consumo informativo nunca antes notado na evolução civilizatória. Entretanto, quando os dados e as informações impactam não apenas na realidade mas, também, nas percepções subjetivas do imaginário popular, todo cuidado deve ser tomado na divulgação factual e, sobretudo, na formação da opinião pública. Neste contexto, o impacto das notícias relativas à Segurança Pública são elevadas exponencialmente pois determinado fato social de natureza infracional, quando maximizado indiscriminadamente, resultará numa exponencial sensação de terror e medo coletivo que, contrastando com indicadores sólidos de produtividade policial e de redução criminal, podem impactar diretamente, sob um espectro negativo, no sentimento de proteção e paz social.

Considerando tal lógica argumentativa, inquestionável ponderar sobre o compromisso que a Imprensa têm na construção prospectiva de uma sensação. O factual negativo não pode se sobrepor à majoritária estatística que corrobora com o trabalho policial no Estado de São Paulo, detentor do menor índice de homicídios por habitante no Brasil. Neste esteio, empatia e conhecimento compartilhado entre a Polícia e a Imprensa são fundamentais, justificando oportunizar com frequência importantes momentos de reflexões e debates edificantes como o vivenciado neste dia pelo CSP/23, sob o escopo de garantir a inquestionável liberdade de Imprensa em produzir a notícia sem, contudo, enviesar e generalizar ações minoritárias e extirpáveis que, produzidas por agentes que representam ínfima parcela dos quadros, contaminam a história e a tradição de duas Polícias que,  há séculos, laboram pela Ordem Pública e pela Segurança do cidadão paulista. 

Que esta oportunidade se repita infinitamente! Que os espaços de entendimento e compreensão mútuos como este estimulem o respeito entre a Imprensa e a Polícia, instituições indispensáveis para a plena existência de um verdadeiro Estado Democrático de Direito!

Autor: Maj PM Eduardo MOSNA XAVIER (Doutorando em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública).

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